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Coral dos Cinquentões traz repertório natalino à UnB

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Escrito por Paulo Castro, UnB Agência

Os funcionários que circulam pelo prédio da Reitoria da Universidade de Brasília foram brindados, no final da tarde desta quarta-feira, 12 de dezembro, com um presente musical natalino.

 

Paulo Castro/UnB Agência
 

Os funcionários que circulam pelo prédio da Reitoria da Universidade de Brasília foram brindados, no final da tarde desta quarta-feira, 12 de dezembro, com um presente musical natalino. Os 20 integrantes do Coral dos Cinqüentões se apresentou no térreo do edifício, desfilando um repertório que incluiu, entre tantos outros clássicos típicos desta época do ano, canções como Então é Natal e Noite Feliz.

Dezenas de pessoas deram um intervalo em suas atividades profissionais para conferir o recital. Irreverente, o grupo encontrou ainda espaço para inusitada execução de Whisky A Go Go, do grupo Roupa Nova, e uma versão em português para What a Wonderful World, conhecida na voz do americano Louis Armstrong.

A apresentação é mais uma realização do Núcleo Sonoro da Diretoria de Esporte, Arte e Cultura (DEA/DAC), que desde novembro vem promovendo recitais no espaço. Semanalmente, grupos apresentam peças musicais que já caminharam da música de câmara até a moda de viola, passando por jazz e samba.

“A Diretoria, vinculada ao Decanato de Assuntos Comunitários (DAC), recebeu uma demanda da reitoria para organizar eventos aqui, especialmente nesse horário de término de expediente. De lá para cá, procuramos agregar todo o tipo de manifestação cultural para viabilizar momentos de fruição e apreciação musical no dia a dia dos passantes”, explicou Max Müller, coordenador de projetos e eventos culturais do Núcleo Sonoro do DEA/DAC.

“Para a integração e o desenvolvimento cultural, é fundamental criar momentos como esse dentro do ambiente de um campus”, afirmou Lucila Souto Mayor, diretora da DEA/DAC. Neste mês de dezembro, todo o trabalho envolve o Natal. Na próxima quarta, é a vez do Coral da UnB se apresentar.

CINQUENTÕES – O Coral dos Cinqüentões foi formado em 1999, dentro do Projeto de Extensão de Ação Contínua (PEAC) do Núcleo de Estudo e Pesquisa da Terceira Idade. Posteriormente, a DEA/DAC incorporou o coral e passou a dar suporte a suas atividades, bem como a outros oito corais vinculados à UnB. “É um trabalho que nasceu na comunidade e a DEA incentiva sua permanência, com a certeza de que ele contribui positivamente para a vida dessas pessoas. Ele atua em várias frentes: integração social, desenvolvimento cultural, saúde e autoestima”, afirma Lucila Souto Mayor.

O músico Sérgio Kolódziey (foto) está à frente do coral em seus 14 anos de existência e garante que não há preço para o trabalho realizado ali. “Nós mexemos com o brio das pessoas, a vontade e o entusiasmo que elas tem de viver. Exercitamos aquilo que os médicos chamam de sistema imunológico e fazemos com que eles tragam essa movimentação para suas vidas”. Florentino Marino dos Anjos, artesão de 65 anos (“e mais 12 dias”, contabiliza), está no grupo há 10 anos e não pretende sair tão cedo. “O que me anima é essa enturmação legal de pessoas que gostam de cantar. Sou de Brasília, amo a UnB e considero aqui a minha casa. Quero que meus colegas também pensem assim”, disse. 

Qualquer pessoa acima de 50 anos pode participar do coral. Basta ter vontade de cantar. “Não precisa saber de música. É uma terapia, em que vale muito mais o lado humano. Quando uma pessoa se inscreve, realizamos apenas um teste para ver onde a voz dela se encaixa melhor. Em seguida, dizermos ‘canta, canta, canta’”, garante.

Kolódziey lidera 10 corais com função social na cidade de Brasília – “primeiro lugar nacional em ranking de longevidade”, observa. Entre eles está o Coral Bem-Viver, também vinculado à DEA/DAC, formado por portadores da doença de Alzheimer. Voltado à musicoterapia, este trabalho é auxiliado por profissionais de áreas como geriatria e psiquiatria. “É um trabalho conjunto para melhorar essas pessoas. A equipe me ajuda a dizer se fazemos alguma diferença na vida dos pacientes e temos certeza que sim”, concluiu.