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Cineasta Vladimir Carvalho relata sua trajetória na UnB

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Escrito por Leyberson Pedrosa

Em depoimento à Comissão UnB  50 Anos, o cineasta conta um pouco de sua história na UnB. Reunião contou com apresentação de aplicativo com mapas e dicas sobre o campus Darcy Ribeiro

A memória da Universidade de Brasília faz parte da história do cinema candango. A afirmação esteve presente no depoimento do cineasta Vladimir Carvalho durante a primeira reunião da Comissão UnB 50 Anos em 2013, realizada nesta segunda-feira (14).

Na abertura do encontro, o reitor Ivan Camargo reiterou a importância dos debates e das propostas da Comissão como um fórum permanente de apontamentos sobre a memória, o presente e o futuro da instituição. "Entre as ideias que poderiam ser retomadas e colocadas em prática, está a do estímulo ao uso de bicicletas frente a tantos carros que trafegam na universidade", apontou.

Reitor da UnB Ivan Camargo, professor Fernando Paulino e cineasta Vladimir Carvalho

O encontro foi espaço para um resgate cultural da história do cinema brasiliense. Vladimir Carvalho, professor emérito da Faculdade de Comunicação (FAC), contou que chegou à capital durante a exibição do seu curta-metragem “A Bolandeira” no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 1969. 

No evento, Vladimir foi convidado pelo fotógrafo Fernando Duarte, antigo colega de produção do filme “Cabra marcado para morrer” (1964-1984), para integrar um centro de produção de documentários na UnB. “O que deveria ser um contrato de apenas dois meses durou 43 anos", conta.

Memória do Cinema
O cineasta, que dirigiu longas como “Conterrâneos Velhos de Guerra” (1990), “Barra 68” (2001) e Rock Brasília” (2011), relembrou desafios do cinema no Distrito Federal ao longo do tempo. Entre as várias dificuldades, Vladimir se ateve as restrições durante a ditadura militar. A primeira turma de Cinema na UnB, por exemplo, não pôde se graduar na universidade porque o curso foi extinto dois semestres antes da conclusão dos estudantes. 

"Após a manifestação dos alunos, os formandos foram transferidos para a Universidade Federal Fluminense (UFF) para terminarem seus cursos. Inclusive, quatro desses alunos se transformaram em professores de cinema", afirmou. 

Atento aos relatos, o professor emérito da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, José Carlos Coutinho, revelou sua satisfação ao ouvir o depoimento do amigo. "Esses registros ainda serão lembrados no futuro como material de valor inestimável para quem quiser conhecer a história da nossa Universidade", concluiu.

Além de ser integrante da Comissão UnB 50 Anos, a relação de Vladimir Carvalho com a UnB ganhou ainda mais força em 2012 com a doação da sede e de filmes, livros e equipamentos da sua Fundação Cinememória para a Universidade. Para saber mais, clique aqui.

A professora Dácia Ibiapina (FAC), que integrou o grupo de trabalho (GT) responsável por apresentar proposta de transição do acervo para a UnB, citou o papel decisivo dos membros do GT para a criação de um documento final sobre a dimensão histórica do acervo pessoal de Vladimir. O relatório do Grupo está atualmente sendo analisado pela administração superior. 

Guia para a UnB.  Em 2012, a Comissão UnB 50 Anos foi responsável, entre outra ações, pela realização de chamada pública para incentivar projetos relacionados ao Jubileu da Universidade. Confira mais informações.

Algumas dessas iniciativas continuam em andamento em 2013, a exemplo do “Guia do Mochileiro da UnB”, aplicativo para celulares smartphones , que traz mapas e indicações de prédios da universidade com curiosidades históricas dos locais. 

Sob coordenação do professor André Costa Drummond (Departamento de Ciência da Computação), o produto foi desenvolvido por membros da Struct, empresa-junior de Engenharia da Computação. De acordo com Drummond, o desenvolvimento do guia foi importante por contribuir com o aprendizado dos discentes que criaram tecnologia de aplicativo para celular pela primeira vez. 

"Como eles passaram por intenso processo de pesquisa, os estudantes resolveram até desenvolver uma nova versão mais bem feita e bonita para disponibilizar para testes públicos dos usuários". A previsão do grupo é que até o final de janeiro esteja pronta uma versão inicial do Guia para ser instalado em celulares com sistema Android. 

O aplicativo poderá ser baixado gratuitamente pela loja virtual Google Play. Para ler mais sobre a ferramenta, clique aqui.

Próximos passos
Coordenador Executivo da Comissão UnB 50 Anos, o professor Fernando Oliveira Paulino apresentou outras iniciativas que estão sendo realizadas. Entre elas, está a formação de um grupo multidisciplinar para debater e propor Plano de Trabalho para a gestão da informação, da comunicação e da memória da Universidade. Além disso, membros da Comissão vão participar da organização de eventos do Núcleo de Estudos do Futuro (n-FUTUROS), que vai debater os próximos anos da Universidade de Brasília e das instituições de educação superior no Brasil e no mundo. 
 

Paulino também relatou parceria entre a Comissão UnB 50 Anos e a Secretaria de Cultura do DF, com chamada pública prevista para fevereiro que busca incentivar atividades artísticas de promoção da memória.