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Documentário retrata o movimento estudantil na democratização

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Uma fase importante do movimento estudantil na UnB é o tema do documentário Promemeu – História e Memória em Construção, produzido pelo Cedoc.

Se para alguns os anos de 1980 foi uma década perdida, para muitos outros foi de importantes reconquistas.  O Brasil se redemocratizou, assim como a Universidade de Brasília, a única no país a sofrer intervenção direta do governo militar.

Na UnB, um grupo de estudantes e professores não só atuou na luta pela redemocratização, como também desenvolveu um inédito trabalho de organização e manutenção de documentos daquele período. Era o Promemeu – Projeto Memória do Movimento Estudantil.

Atas de reuniões, cartazes, panfletos, fotografias, filmes, papéis administrativos e uma série de outros registros encheram quase 200 caixas com documentos dos anos 60 a 80. Este material foi reunido e organizado por um grupo de alunos do curso de História, entre 1982 e 1987, sob a coordenação da professora Adalgisa Maria Vieira do Rosário. “Éramos instigados, acompanhados e cobrados por ela”, conta Edilberto Campos, estudante de graduação que integrava a equipe. O trabalho foi desenvolvido com técnicas de gestão de documentos que os estudantes aprenderam com a renomada arquivologista Astrea de Moraes e Castro.

Com o incentivo do edital UnB 50 Anos, que contemplou 51 projetos de diversos setores da universidade, a equipe do Cedoc que estava concluindo os trabalhos de classificação e ordenação do patrimônio documental do Promemeu decidiu produzir um vídeo documentário contando a história do projeto e do contexto histório de sua criação.

Assim, Alexandre Siqueira Lima, Karolline Pacheco, Valdene Costa Rocha  e Verlane Cristina de Morais – todos do curso de História – colocaram a mão na massa e elaboraram o argumento, a pesquisa, o roteiro, a produção e a edição do filme. “A ideia do documentário é divulgar o acervo, registrar o momento histórico da redemocratização da UnB e do Brasil, e debater a importância dos Centros Acadêmicos s e do Movimento Estudantil como um todo”, explica Alexandre.

O ineditismo do Promemeu não era somente em relação aos estudantes, mas à universidade como um todo. O projeto impulsionou a criação do próprio Cedoc e o curso de Arquivologia da UnB.  A diretora do Cedoc, Tânia Maria de Moura Pereira, pretende, a partir do projeto do documentário, trabalhar junto aos centros acadêmicos a promover do trabalho de gestão da memória. “ A preservação da memoria do  movimento estudantil  cabe aos CAs e ao DCE”, afirma.

Promemeu – História e Memória em Construção, documentário realizado pelo Cedoc e a UnB TV, será exibido às 18 horas do dia 11.  Após a exibição será realizada uma mesa redonda com os personagens desta história.