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Um presente para a UnB

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Quando, em 1969, cheguei a esta universidade, proveniente do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fiquei entusiasmado com a ideia. Mas na época em que a UnB estava ainda sendo fisicamente construída, em que o Instituto Central de Ciências não passava de um imenso esqueleto, o projeto do Museu da Cultura Brasileira foi sendo deixado de lado.

Em 1975, o arquiteto Aluízio Magalhães sediou em um espaço do campus o seu Instituto Pró-Memória, mais tarde encampado pelo Iphan. Juntamente com o embaixador Vladimir Murtinho, então secretário de Cultura do Distrito Federal, Aluízio propiciou-me uma viagem a Europa para observar alguns dos museus existentes, buscando ideias para a elaboração do projeto de um grande espaço a ser construído na Esplanada dos Ministérios, no amplo espaço existente entre a Catedral e a Rodoviária. Uma localização que consideravam ideal para facilitar o acesso do grande público. No meu retorno, soube que o projeto não tinha encontrado apoio no Governo Militar. Acharam exorbitante o custo de um museu!

Anos mais tarde, fui convidado pela Reitoria da UnB para fazer parte de uma comissão, liderada pelo prof. Kléber Alho, para construção de um Museu Universitário de Ciências, constituído de vários módulos, um deles destinado à Cultura Brasileira. O museu seria construído na área onde hoje fica a Finatec. Fizemos muitas reuniões, um anteprojeto foi elaborado e nada aconteceu.

Por tudo isso, voltando “a sonhar o sonho impossível”, o presente que eu gostaria de dar para a nossa universidade seria um Museu da Cultura Brasileira. Não resta dúvida que é um grande sonho, mas não tão grande quanto foi o de Darcy e de Anísio.